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O tiro da vitória: 71 anos sem Vargas


No dia 24 de agosto de 1954, Vargas transformou uma derrota líquida e certa em uma das maiores reviravoltas da história brasileira: deu um xeque-mate em seus adversários mais diretos, deteve um golpe militar que instauraria uma ditadura americanófila e liberal já prenunciada no terror que ocorria na ''República do Galeão", e consolidou em uma Carta-Testamento as linhas mestras da leitura política que governaria o Trabalhismo -- movimento que ele criou e do qual é indiscutivelmente a maior referência.


Fez tudo isso com apenas um tiro.


Um tiro que sacrificou sua vida em prol do bem maior, demarcando definitivamente uma diferença cabal entre seu patriotismo heróico e as intenções e mesquinharias que governavam o coração da maior parte de seus opositores.


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Da industrialização brasileira à legislação social, da legitimação dos sindicatos ao aumento da participação política dos trabalhadores, da construção de uma burocracia capaz de gerir um Estado Moderno à demolição de boa parte dos particularismos oligárquicos, toda a ação getulista se voltou para a soberania da Pátria, e sempre orientado por um nacionalismo eminentemente popular.


A luta por nossa independência significava, no fim das contas, um ferrenho anti-liberalismo e anti-imperialismo, sem apego a fórmulas fáceis vendidas pelas ideologias de seu tempo. Getúlio queria um Estado que fosse novo, que representasse de fato e dialogasse com a alma do povo, e uma verdadeira Democracia Social, sem a qual nenhum liberdade é possível.


Eis aí, ainda hoje, o nosso escopo. Ele voltará!

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