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Resenha: Atanário (2021), de Alex Sugamosto (2)



Com seu primeiro álbum, Alex Sugamosto nos mostrou que ainda há espaço para criatividade na música brasileira, através de uma obra que desafia claramente nossa necessidade de rotular tudo. O que é essa música que ele faz aqui? Eu, que não teria sossego até definir essa maravilhosa antropofagia sonora feita pelo meu compadre, escolho o rótulo de Neo-Tropicália, já que ele sintetiza de modo próprio tradição e modernidade, pinta uma belíssima paisagem sonora, onírica e ensolarada, que celebra o casamento do regional e do global.


Nesse caldeirão ele cozinhou pop, rock, psicodelia, samba, embolada e folk. Misturou Van Morrison com Elomar, Cartola com Grateful Dead, Mutantes com Bob Dylan, Roberto Carlos com Brian Eno, Beach Boys com João Gilberto.


Sem exagero, um dos melhores álbuns de 2021.




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