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A iniciativa privada fracassou — ela não serve para gerir serviços públicos

A holding que controla a Light entrou em recuperação judicial. Tem dívidas de cerca de R$ 11 bilhões de reais, mesmo operando com monopólio um sistema que abastece 11 milhões de habitantes da segunda maior e mais rica metrópole do país.


A empresa diz que a responsabilidade é do roubo de energia, mas a legislação permite que ela repasse a maior parte das perdas dos 'gatos' para a conta dos consumidores. Ainda assim, consegue ter prejuízo, revelando a falta de fundamento da ideia de que a iniciativa privada seria mais eficiente que o Estado.



A Light não é caso único. A Supervia também é um exemplo da incompetência da burguesia para gerir serviços públicos, os quais têm uma lógica bastante diferente daquela orientada pelo lucro. Mesmo com o Estado subsidiando passagens e comprando composições, os japoneses que controlavam os trens urbanos fluminenses pediram arrego.


Está na hora de abandonarmos a mentalidade privatista que se abateu sobre o Brasil nas últimas décadas. O Rio se tornou vanguarda de tudo o que não presta na Nova República, uma bandeira visível do malogro essencial deste período histórico. Somos a ponta de lança da desindustrialização, precarização do trabalho, favelização, concentração de propriedade e de renda, e do avanço do Narco-Estado.


Problemas como a Light e a Supervia são só a parte visível do Iceberg de corrupção, parasitismo e ignomínia em que nossa sociedade se tornou. A privataria é indissociável desta situação nefasta mais ampla. Denunciá-la e revertê-la pode ser o símbolo da busca por um novo horizonte, por um renascimento mais do que desejável, absolutamente necessário.


A iniciativa privada fracassou. Que o Estado volte a cumprir seu papel.

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