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Nota de solidariedade à Beatriz Bueno, do Parditude


É com profunda indignação que o Sol da Pátria recebe a notícia da expulsão da Beatriz Bueno, idealizadora do Parditude, da Universidade Federal Fluminense (UFF) por motivos evidentemente ideológicos. Não é de hoje que as universidades brasileiras têm sido palco de perseguições, assédio moral e intimidação politicamente motivados. Beatriz é mais uma pessoa séria e dedicada que foi vítima da ferocidade dos grupos ideológicos.


A expulsão foi publicizada no dia 17 de janeiro deste ano, mas a pesquisadora vem há muito tempo notificando seu público de casos de perseguição e intimidação por causa de seu tema de pesquisa e manifestações políticas em seu perfil privado no Instagram. Ela relata que já sofreu ameaças de morte e de espancamento, assim como tentativas de humilhação pública em espaços da universidade. O que motivou tudo isto? Defender a existência de pardos como um grupo social que não esteja subordinado à identidade negra e criticar o transativismo.


Em seus posts nas redes sociais e no YouTube, é possível verificar ataques dos mais diferentes gêneros ao trabalho e à pessoa de Beatriz Bueno. Isto é sintoma (ou consequência) de um clima estabelecido em volta de temas acadêmicos: ou aceita o consenso, ou será penalizado. Hoje em dia, é quase um crime — e há muitos esforços para que seja de fato — discordar de algo sobre gênero, sexualidade, raça ou mesmo candidaturas.





O que aconteceu com a idealizadora do Parditude é mais um exemplo do que podemos chamar de macarthismo do século XXI: uma tentativa de criar um consenso ideológico nas universidades por meio da força, da destruição de reputação, da intimidação, da humilhação pública e pressão psicológica. Há diversos casos publicizados, como o da professora Mara Telles, da UFMG, que já foi duramente caluniada, de Adripaulo Barros, funcionário da UFPB, que, por proteger uma mulher que se sentiu ameaçada com a presença de um homem no banheiro feminino, foi perseguido sob a acusação de “transfobia”, do professor Tassos Lycurgo, da UFRN, que está sendo vítima de uma campanha pela sua expulsão por opiniões em redes sociais. Tantos outros casos poderiam ser citados aqui, mas estes são suficientes para exemplificar a situação insana na qual se encontram as universidades brasileiras, principalmente as públicas. E tudo isso com a leniência da direção.


A questão que fica é: até quando vamos aceitar essa situação? Nenhuma pessoa ou grupo tem o direito de destruir a vida de um aluno, funcionário ou visitante por questões políticas ou divergências teóricas. As universidades, que devem servir à sociedade, estão sendo feitas de teatro para a satisfação pessoal de pessoas e grupos políticos ligados à esquerda, aos coletivos instalados nos campi e aos partidos que controlam as reitorias e os centros acadêmicos.


Não podemos aceitar que mais Beatrizes, Maras, Rodrigos e Adripaulos surjam sem nenhuma chance de justiça. Faz-se necessário que a sociedade se levante contra esses entes autoritários e persecutórios que tentam dominar o espaço acadêmico.


O Sol da Pátria se solidariza incondicionalmente com todos aqueles que são ou já foram perseguidos nas universidades. Somos contra qualquer forma de supressão do pensamento, da pesquisa e da ciência, e, principalmente, contra injustiças nos espaços públicos.

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