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Por quem os sinos dobram?

Uma semana corrida e não tive tempo de escrever comentando qualquer um dos assuntos do momento. Teve uma contraofensiva ucraniana e o naufrágio do submergível.


Mas nada disso é mais importante no mundo em que vivo do que a passagem do homem que tocava o sino da igreja na minha cidade. E, por ele, eu paro para escrever.



Afinal, o que é o mundo senão uma abstração. Não vivemos no mundo. Vivemos em nossas aldeias e comunidades. E o Sr. Alberto Brito era um dos homens mais importantes da minha aldeia.


Ministro da Eucaristia, Seu Alberto era quem tocava o sino da Catedral de Nossa Senhora da Glória, na cidade de Cruzeiro do Sul, no noroeste da Amazônia acreana. Era de onde chamava os fiéis a rezar.


Fez isso durante incontáveis anos, todos os dias, por bem mais de meio século. Ele próprio emprestou sua força braçal para construir aquela Catedral. Inspirada em uma Grande Maloca Indígena, mas com a solidez e eficácia da arquitetura alemã, a Catedral se projeta à frente da cidade, tendo ao fundo o imponente Rio Juruá, conhecido por ser o mais curvilíneo do mundo.


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