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101 anos dos 18 do forte

Na madrugada do dia 05 de Julho de 1922, um dos canhões do Forte de Copacabana foi disparado. O tiro era um sinal para que outras guarnições do Rio de Janeiro aderissem à rebelião - organizada por Euclides Hermes da Fonseca, filho do Marechal Hermes da Fonseca, que estava preso, e apoiada pelo tenente Siqueira Campos- contra a eleição do então candidato Arthur Bernardes, representante da elite cafeeira, e em represália ao fechamento do Clube Militar.



O comando, entretanto, não foi correspondido e a chamada revolta do Forte ficou isolada. Na manhã do dia 05, o forte começou a ser bombardeado e o governo solicitou a rendição imediata dos insurgentes. Um número até hoje não determinado de militares se rendeu ou debandou. Euclides Hermes da Fonseca tentou negociar com Pandiá Calógeras, Ministro da Guerra, mas acabou sendo preso.

Indignados, os demais militares tomaram uma decisão ousada: sairiam marchando e combatendo até o Palácio do Catete. Os 18 soldados, acompanhados do civil Otávio Correa, iniciaram então sua caminhada. Siqueira Campos e Eduardo Gomes foram capturados e presos. Os demais soldados foram atingidos durante o trajeto e não resistiram.


Embora os 18 do Forte tenham sido derrotados na ocasião, a rebelião deu início ao importantíssimo Movimento Tenentista que culminou na Revolução de 1930 e deu início a uma fase de profundas transformações no Brasil. Apesar da quebra de hierarquia militar, hoje desnecessária, a lembrança da fibra heroica dos 18 do Forte serve para nos inspirar nas difíceis trincheiras dos verdadeiros patriotas contra as elites rentistas e vendidas aos interesses internacionais.


Como disse Siqueira Campos a Luiz Carlos Prestes: "À Pátria tudo se deve dar, sem nada exigir em troca, nem mesmo compreensão".


PÃO, TERRA, TRADIÇÃO!

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