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Entre os Estados Unidos e a Rússia, prefira o Brasil



Há uma diferença fundamental entre lutar pela soberania e independência do próprio povo e se tornar instrumento útil -- e muitas vezes mergulhado em uma terrível ingenuidade -- de ideologias e agendas que são, na verdade, as de outros pólo de poder.


Quando Luís Carlos Prestes se tornou agente de Moscou para, com um punhado de membros da Internacional Comunista, tentar um golpe no Brasil -- e ainda usando para isso, segundo dizem, a grana que Getúlio lhe tinha adiantado para montar um Exército em prol da Revolução de 1930 --, ele acreditava piamente estar lutando pelos trabalhadores brasileiros. Mas era, na verdade, um elo do interesses do Estado Soviético.


Este é o ponto cego de todo papo de ''internacionalismo'', por mais que repleto de boas intenções. O nosso internacionalismo é simplesmente aproveitar as oportunidades nas Relações Internacionais para a independência e o poder brasileiro, em primeiro lugar, e da América do Sul, em segundo lugar.


Não se pode cair no erro de Fidel Castro, que buscando se livrar do imperialismo ianque, acabou se deixando arrastar pela guerra fria e caindo nas teias da União Soviética. Podemos até imaginar que para Cuba não existia tantas alternativas assim, dado o sistema bipolar da Guerra Fria. Mas é sempre bom ter em mente que o Brasil é um país com possibilidades inúmeras vezes maiores que Cuba.


Na situação atual do mundo, um patriota brasileiro continua, como sempre, e acima de tudo, um patriota brasileiro. Sem se dobrar a justificativas infundadas para abraçar pautas que não servem ao nosso país. Entre Moscou, Pequim, e Washington, fique sempre com Brasília.


Porque, se deixar rolar, o sujeito apoia até a 'invasão da Ucrânia', se achar que isso é bom para a luta mundial, sem se perguntar se tal decisão seria boa mesmo para o Brasil e para a América Latina.

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