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Michelle Bolsonaro não sabe o que é socialismo – mas a esquerda também já não sabe

Parte da esquerda está se doendo com a entrevista de Michelle Bozó, e contra-argumenta que ela "não sabe o que é socialismo".


Talvez ela não tenha mesmo um arcabouço teórico com definições fundamentadas e consagradas. Mas o povão também não tem. [A esquerda também vai chamar os eleitores de "burros" por não terem estudado os principais teóricos do socialismo?]



O povão costumava perceber 'socialismo' como 'luta pela igualdade', por 'justiça social', por 'ajudar os mais pobres', por 'repartir o bolo'.


Então Michelle foi justamente ao PONTO quando diz que Lula e Janja caem em uma contradição ao pregar socialismo mas adotarem o consumo de luxo típico das elites capitalistas. Qualquer um do povão vai entender a crítica que ela faz: ''o papo socialista deles é da boca pra fora, não é pra todo mundo.''


A esquerda faria melhor se batesse nas contradições da Michelle Bozó e de sua família: se fazem de evangélicos, mas vivem próximos de milicianos, assassinatos de aluguel, elogiam torturadores, roubam jóias, promovem ''rachadinhas''. Vivem tanto pelo cristianismo quanto os traficantes do Complexo de Israel, nos subúrbios do Rio.


Mas não, do jeito que o discurso da nova esquerda anda, o que ela vai fazer é substituir a antiga percepção popular sobre o socialismo. Recentemente, o povão vem associando a palavra não à "luta pela igualdade social" e sim com "ataques ao cristianismo", "defesa da liberação das drogas", "defesa do aborto", "ataque à família dita tradicional" e toda a "revolucionária" pauta de costumes importada dos principais centros capitalistas do mundo e usadas como aríete contra a cultura e as classes populares.


Michelle Bozó vence Janja de nocaute. Só esquerdeiros não percebem isso, iludidos que estão com sua bolha fantasiosa, que os aproxima das sensibilidades do Norte rico e os afasta das periferias e subúrbios das metrópoles do país em que vivem.

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