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O buraco negro da esquerda pós-moderna

Um dos sintomas mais graves de falência intelectual da esquerda é a ampliação sem nexo do termo racismo para enquadrar tudo de que ela não gosta.


Se uma analogia do termo pode ser aplicada a posturas etnocêntricas arraigadas ou de supremacismo culturalista ou civilizacional, a ideia perde facilmente o sentido quando usada a torto e a direito em referência a toda e qualquer discriminação, seja ela real, seja imaginária.


O suprassumo dessa tendência está em Jessé Souza, que tem ideias muito interessantes expostas em um conjunto de obras publicadas na última década, mas que foram desvirtuadas pela abrangência cada vez maior que foi dando ao seu conceito de racismo.


No fim das contas, todo e qualquer apelo a alguma hierarquia se tornou, para ele, sinônimo de racismo. E a origem de todo racismo no Ocidente estaria em Platão, que ousou dizer que a razão/espírito é superior às paixões/corpos.


O pior é que esse pessoal fala essas asneiras sem o menor sentimento de vergonha, e se achando para lá de inteligente. Não percebem que, se tudo for racismo, então nada é racismo. A especificidade e a hediondez desse tipo específico de discriminação se perde por completo por causa dessa banalização inapropriada e inconsequente.

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