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O identitarismo duginista contra o Estado-Nacional

O líder de um grupo dugnista brasileiro defendeu hoje na entrevista que concedeu a Breno Altman, no Opera Mundi, que a representação no Congresso Brasileiro inclua critérios étnicos. Afirmou que seria viável pensar em deputados que representem etnias indígenas etc.



Como apontamos há tempos, é uma proposta que se coaduna com a visão de Dugin de Impérios pluri-étnicos e com o conceito de etno-pluralismo de Alain de Benoist. E também com ideias de certa esquerda que sonha com Estados Pluri-Nacionais, e que tem como representantes no Brasil Marilena Chauí e Vladimir Safatle.


Nesse ponto é, verdadeiramente, uma "aliança vermelho-marrom", mas não como os esquerdeiros antifas imaginam: é a união do pós-modernismo identitário da nova direita europeia com o pós-modernismo identitário da nova esquerda com o objetivo de destruir e "superar" o Estado-Nacional e o nacionalismo rumo a uma "globalização alternativa".


Não vou repetir o quanto essas perspectivas são contrárias à construção histórica do nosso país. Também não vou dizer "avisamos!".


Só vou frisar que não adianta defender a existência do marco temporal como justificativa de perigo à soberania nacional; não adianta denunciar o perigo de internacionalização da Amazônia; não adianta denunciar o Ministério internacionalista de Sonia Guajajara; não adianta nada disso se a alternativa que os duginistas defendem DE FATO é a divisão da representação política no Brasil por critérios étnico-raciais.

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