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É preciso redescobrir Mário de Andrade



Há 78 anos, morria Mário de Andrade. Embora ele seja amplamente reconhecido por sua obra como romancista e poeta, o escritor paulista também desenvolveu um fabuloso trabalho como antropólogo, etnólogo e cronista da terra. A dislexia intelectual brasileira fez com que jornalistas e intelectuais dessem uma importância exagerada ao Mário de Andrade do Macunaíma, mas ignorassem o músico e pesquisador. Escritor prolífico, inventivo e caudaloso, Mário de Andrade trocou correspondências com os principais intelectuais de sua época e em diversos momentos ocupou o papel de catalisador de um movimento de descoberta e invenção do Brasil. Em 1935, o escritor fundou um centro de pesquisas culturais que viria a ser o suporte necessário para alavancar uma série de pesquisas e catalogação das manifestações musicais do Norte e Nordeste brasileiros. Esse centro, aliás, tinha ousada missão: “conquistar e divulgar para todo país a cultura brasileira”. A intensa atividade de campo dirigida pelo poeta deu origem a fascículos essenciais da cultura popular brasileira. O livro denominado Os Cocos, por exemplo, contém uma das mais completas seleções eruditas de cantorias de festa, danças e cantos de trabalho. Tentando encontrar o fio de um país esquecido nesse labirinto de denominações, o etnólogo Mário encontra um Brasil que ainda estava vivo nas festas, lendas e costumes do povo. É preciso redescobrir Mário de Andrade, um brasileiro que amou o seu país. PÃO, TERRA, TRADIÇÃO!


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