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Marina Silva e o ambientalismo que queremos – e o que não queremos

Vejo muita gente com pena de Marina Silva, cujo tamanho no governo diminuiu consideravelmente nas últimas semanas. Alguns culpam o Centrão. Ela própria se refere à atual correlação de forças, e diz que vai resistir.



Marina não está completamente errada - até porque apontar o dedo agora pra Lula seria admitir que bancou a ingênua, mais uma vez.


Ela já fora fritada nos mandatos anteriores do PT. Rompeu, então, com o partido e lançou candidatura que, por ameaçar Dilma, foi alvo de uma das campanhas mais sórdidas que um governo já fez em eleições majoritárias - de deixar o Collor de 1989 parecendo criança implicante de jardim de infância. Magoada, apoiou Aécio Neves no segundo turno. Depois, apoiou a Lava-Jato e o impeachment de Dilma.


Esse histórico conflituoso com o lulismo, que a levou a alianças e posições furadas, não foi suficiente: lá foi Marina se oferecer pra ajudar o escorpião Lula a atravessar o rio em 2022. Acreditou que o PT faria um governo "verde", o maior da história das Américas.


Enfim, Marina foi enganada de novo. Vexada, prefere não admitir. Ou mentir pra si mesma.


E não me entendam mal: Apesar de curtir muito o ambientalismo, considero o tipo específico de ambientalismo de Marina Silva prejudicial. Mais das vezes, acaba sendo instrumento de interesses estrangeiros. Além disso, seu papel no governo era [e continua] imensamente maior que ela e suas ideias tem no campo político-partidário.


Marina, contudo, é a cara de uma esquerda abobalhada, que prefere abandonar o projeto de nação em troca de miragens vendidas pelo Norte - e que sofre de Síndrome de Estocolmo nas mãos do lulopetismo. É a cara do que devemos corrigir caso desejemos de fato nos reerguer do pântano em que estamos enfiados.

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